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Júlia Pinheiro fala sobre programas que fez na SIC

por SIC - Blog, em 13.11.10
Deu o primeiro beijo numa escavação arqueológica e tinha como sonho estudar História. A directora de conteúdos da TVI fez o primeiro programa na RTP aos 19 anos e só voltou à televisão quando a SIC começou em 1992, com “Praça Pública”

Júlia Pinheiro está actualmente na TVI mas deu uma entrevista ao Jornal I onde fala de programas que apresentou na SIC como a Noite da Má Língua, sobre a sua «fuga da informação» e sobre o seu filho (Rui Pêgo que está à frente do CC na SIC Radical).

A ex-apresentadora da SIC disse que não usa teleponto e que só houve dois programas que lhe correrm mal ambos na SIC: "Não corre bem. Mas mal, mal só me correram dois. Um programa que se chamava "Só para Inteligentes" - só o nome assusta - e um outro "Cantigas de Maldizer", os dois na SIC."

Explicando depois porque correram mal: "Não eram bons programas. Estavam mal enjorcados. Tive audiência, mas estava em esforço. Grande parte dos programas que faço, se não a totalidade, não seriam os que eu escolheria. Os programas que quereria fazer são uma seca. Adoro arqueologia, mas acha que vou fazer um programa sobre pedras e escavações? A dona Jaquina ia perguntar: "Olha Zé, a dona Júlia dentro de um buraco?" É uma questão profissional. Se a empresa à qual pertenço precisa que os programas sejam executados, faço com o maior prazer. Mas não são os do meu interesse pessoal."

Mais tarde quando lhe perguntaram se as pessoas costumam abordá-la na rua disse: "Sim. A melhor parte é quando me dizem: "É muito menos feia do que na televisão e muito mais magra." Na televisão envelheço, é uma questão de telegenia. Encontrei uma vez uma senhora que falava de mim ao marido como se não estivesse lá: "É rija", gritava. Na altura da "Noite da Má Língua" é que foi mais complicado. Entrava num restaurante e metade das pessoas não me falava. Ainda por cima, tinha feito assessoria de imprensa ao ministro do comércio, Faria de Oliveira, na primeira maioria do Professor Cavaco, por isso conhecia toda a gente da política. E naquele programa dessacralizámos os políticos."

De volta aos programas da SIC perguntaram-lhe como era fazer "A Noite da Má Língua": "Hilariante. A fase com o [Rui] Zink, Miguel Esteves Cardoso e a [Rita] Blanco foi tão louca. Tínhamos carta branca. Perguntava ao Emídio [Rangel]: "Então, posso dizer mal do Papa?" Ele respondia que sim. Chegamos até a gozar com o próprio Emídio. Há um episódio em que ele e a Felipa Garnel vão atrás de um jornalista que fazia umas crónicas assassinas no "Semanário", em que atacava sempre o Emídio. Eles deram-lhe um enxerto de tareia, merecido, aliás. Foi uma escandaleira. Pensávamos, é o nosso chefe, mas não podemos passar ao lado disto. Então recriámos a cena. Andávamos numa carrinha e dávamos um enxerto de porrada a um tipo. O Emídio foi elegantíssimo e não disse nada. "

Mais tarde perguntaram-lhe como se sentiu na primeira vez que se viu na TV: "Nos primeiros tempos ficava tão aflita que achava que me ia cair o traseiro. Cheguei à TV muito tarde. Tive uma incursão breve aos 19 anos, num programa de música para jovens, mas foi um toca e foge. Depois andei na rádio e só aos 30 anos, já mãe de uma criança, é que entro na TV, quando apareceu a SIC. Fiz o curso de pivôs e o Emídio escolhe-me a mim e ao Nuno Santos para fazer o "Praça Pública".

Mais tarde explica porque abandonou o jornalismo: "Sonhei em ser pivô. Mas a dada altura percebi que a redacção da SIC era muito masculina, que havia uma série de colegas minhas com grande potencial e que eu tinha o estigma de ter feito entretenimento na rádio. Depois constatei que ser pivô não era muito excitante. A rotina é cansativa. Além disso, tenho um histrionismo que os anos vieram acentuar, por isso manter-me quieta ali seria problemático. É uma coisa meio formal, mais contida, ainda bem que deixei."

A seguir fala sobre o filho Rui Pêgo que está na SIC Radical: "E teve exactamente o mesmo percurso. Ganhou o casting, tal como eu, na mesma idade. Mas achei sempre que a SIC teria o constragimento de dar o sinal para fora de que vai ganhar o filho da Júlia. As pessoas iam pensar que o tinham beneficiado e ele ia ser prejudicado."
Júlia Pinheiro licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas, pela Universidade Nova de Lisboa, e pós-graduou-se em Comunicação Social, na Universidade Católica Portuguesa. Estreou-se na televisão em 1981, como uma das apresentadoras de Estamos Nessa, na RTP. Em 1984 chegou à Rádio Renascença, onde permaeceu até 1992. Vai para a SIC e apresenta Praça Pública, Só Para Inteligentes, Cantigas de Maldizer, SIC 10 Horas , Noite da Má Lingua, Filhos da Nação, Mr World, SIC 11 Horas, Noites Marcianas e Às Duas por Três. Voltou à RTP de onde sai pouco tempo depois, para exercer de seguida as funções de subdirectora de Programação da TVI, estação onde viria a apresentar um sem número de talk-shows e reality-shows,

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publicado às 20:56




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